A visita de sua Majestade Oba Al-Maroof Adekunle Magbagbeola, Olumoyero II, Rei de Ifon– Osun no Rio de Janeiro

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Texto publicado por Jornalista Mauro Viana

Foto de Luiz Eduardo Negrogun
A passagem da comitiva do Rei de Ifon pelo Rio de Janeiro recupera, na prática, o conceito de territorialidade de Milton Santos. Se não vejamos:
Ele circulou pela Pequena África com a neta de Tia Ciata, Gracy Moreira. Visitou o Cais do Valongo acompanhado por várias Yalorixás como Mãe Torody e Penha de Iansã. No Cemitério dos Pretos Novos, na Gamboa, participou de ritual em homenagem aos milhares de corpos de jovens africanos, ali, sepultados.
Na Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito conheceu o Museu do Negro onde se deparou com Luiz Gama, Cruz e Souza, André Rebouças e com objetos de tortura de africanos escravizados durante 400 anos em território brasileiro.
 
Plantas Sagradas em São Gonçalo
A Comunidade Tradicional Rumpaine Hevioso Zooriokum Mean, no bairro de Jardim de Bom Retiro – São Gonçalo – 47 Km do Centro do RJ, recebeu do Rei de Ifon para almoço com vários líderes espirituais como Gaiaku Deusimar, Ícaro de Oxossi, Marcos de Iansã, Mãe Rosangela de Iya, Tata Edson e Oloye Marcelo Monteiro.
As religiosas e os religiosos emocionaram o Rei de Ifon ao aplaudi-lo no ritual das árvores sagradas. O Rei de Ifon deixou sua marca no Terreiro de Gaiaku Deusimar através do plantio de Obi e de Orobo.
Kabieci!
 
Mauro Viana 
Jornalista e pesquisador do Comitê de Central do RJ

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