Festa de Iemanjá

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Postado por Barabô Editora – 8 de janeiro de 2016

Festa de Iemanjá, com o 2 de Fevereiro

História

“Não se sabe quando foi realizada a primeira festa de Iemanjá no Rio Vermelho. E em que circunstâncias. Manoel Querino colheu da tradição oral, uma lenda que, durante a Guerra da Independência da Bahia, os moradores do Rio Vermelho abandonaram seus lares em virtude dos ataques dos soldados portugueses, e em 13 de fevereiro de 1823, um grupo de pescadores foi fazer um reconhecimento na povoação abandonada (…) Então sentaram-se uns, deitaram-se outros, nas trincheiras à beira-mar ao lado da igreja (…). Em dado momento apareceu uma velha e disse:

“Meus filhos, o que fazem ai?
Olhem que os portugueses vêm ai (…)

Instantes depois chegaram os portugueses e foram logo atirando à queima-roupa contra os pescadores (…) e então uns se jogaram ao mar, e outros fugiram por terra, para se livrarem da morte (…). Terminada a guerra (…) os pescadores do Rio Vermelho instituíram a romaria (…) em recordação do aviso que tiveram, livrando-se de uma morte certa”.

Outros pescadores, já no século XX, identificaram a velha senhora da história, como Nossa Senhora de Sant’Anna. Na tentativa de encaixar as peças, a santa e a promessa, então as festas do Rio Vermelho eram realizadas em seu louvor. Lenda ou realidade, o fato é que desde meados de 1820 era realizada uma romaria de jangadeiros no mar do Rio Vermelho, mais tarde essa festa já era conhecida como a Festa de Nossa Senhora de Sant’Anna e somente a partir de 1930 é que se transforma na Festa da Rainha do Mar, da Mãe D’Água, numa provável transferência territorial de um culto ancestral, antes realizado em outras praias e lagoas da cidade de Salvador.

Nasce assim a que hoje conhecemos como Festa de Iemanjá, com o 2 de Fevereiro, data simbólica da purificação, como referência, uma das duas grandes datas de festas católicas consagradas no mundo à Virgem Maria.

Em 2 de de Fevereiro os baianos católicos cultuam, ainda hoje, Nossa Senhora das Candeias, entre outras. Na tradição do Terreiro Agboulá, do culto a eguns da Ilha de Itaparica, no povoado de Ponta de Areia, se faz diversos presentes comunitários, onde se tem como tradição do cortejo passar em frente a Igreja de Nossa Senhora das Candeias, prestam homenagens e seguem para a praia, onde fazem a entrega a rainha das águas doce e salgada (Iemanjá).

Foto da Festa de Iemanjá no Rio Vermelho - 2 de Fevereiro  Foto de Dadá Jaques/ Barabô Editora
Foto da Festa de Iemanjá no Rio Vermelho – 2 de Fevereiro
Foto de Dadá Jaques/ Barabô Editora

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